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Pró-Labore na Pejotização – Você sabe como aplicar na prática

Quando abrimos um negócio ou trabalhamos de maneira autônoma, nos deparamos com muitas questões que na maioria das vezes, acabam passando despercebidas no nosso cotidiano, como o pró-labore na pejotização.

Porém, entender todo o processo e como definir o seu salário na própria empresa, é crucial para manter a saúde financeira da sua vida pessoal e da sua empresa em dia, sem criar qualquer tipo de confusão patrimonial.

Entretanto, muitas pessoas que iniciam neste processo não conseguem definir um valor ou não entendem o real conceito deste tema.

Pensando nisso, a Uphold Contabilidade preparou este conteúdo para te ajudar a entender o que é o pró-labore na pejotização e o que fazer para definir o seu e manter as finanças em dia. 

O que é o Pro-labore na Pejotização?

O pró-labore na pejotização, basicamente é o valor do seu salário dentro da própria empresa. Assim como um colaborador recebe um salário fixo para desempenhar suas funções em um negócio, o empreendedor também precisa seguir o mesmo conceito.

E dentro do universo do empreendedorismo, chamamos este termo de pró-labore. Este processo faz com que você saiba o valor fechado do mês que é de direito no caixa da sua empresa para que não confunda com gastos pessoais e empresariais. 

Diferença entre pro-labore e distribuição de lucros

Este, também costuma ser um tema polêmico e que acaba confundindo os novos empreendedores.

Por isso, é muito importante que você não confunda os termos de pro-labore com a distribuição de lucros do negócio.

Afinal, o pró-labore na pejotização, como acabamos de ver, é o seu salário. Enquanto a distribuição de lucros, é o valor “extra” do caixa, o excedente da operação, que deve ser repartido entre você (pessoa física) e o caixa da sua empresa.

Entretanto, é sempre importante determinar um período específico para fazer essa distribuição de lucros, visando a saúde financeira da empresa.

Grandes negócios, inclusive, costumam ter essa prática em um período trimestral ou semestral, onde a participação de lucros é realizada não somente com o empreendedor, mas com todos os colaboradores que auxiliaram a chegar nos resultados. 

Como fazer na prática

Apesar da teoria ser bastante simples, é muito importante poder contextualizar todo o conceito para que o entendimento seja o melhor possível.

Afinal, é muito simples você acabar perdendo o controle das finanças acreditando que pode estipular um valor de pro-labore, sendo que, às vezes, o valor não é exatamente o que condiz com a empresa na prática.

O que engloba o pro-labore na pejotização?

Ao decidir o valor referente ao seu pró-labore, é importante que você entenda quais são impostos retidos desse valor estipulado.

Por exemplo, ao definir o seu valor, você precisará realizar a contribuição do INSS, que vai servir não apenas para a aposentadoria, mas para qualquer tipo de seguridade que seja necessária ao longo do período de trabalho, como uma doença.

Com certeza, você poderia investir o dinheiro da aposentadoria em lugares melhores para ter uma boa rentabilidade ao decidir parar de trabalhar.

Porém, é muito importante considerar essa opção, já que vai muito além do que garantir a aposentadoria, e sim, cuidar de imprevistos que venham a acontecer. 

Seguridade

Como falamos agora, o pró-labore na pejotização garante aspectos de seguridade muito importantes para o empreendedor.

E neste aspecto, ele passa a ser bastante interessante, já que, dependendo do caso, pode ser muito mais rentável do que um possível seguro de vida responsável por deixar seus herdeiros “garantidos”.

Como fazer o cálculo do seu pró-labore

Em uma empresa que tem colabores, é importante que o valor de pró-labore não seja inferior aos valores de salários de seus colaboradores, pois uma fiscalização de INSS pode complicar sua empresa. Mas, na pejotização não existe nenhum valor de referência para pró-labore. Logo, um salário mínimo já está valendo.

Afinal, além de comprometer bastante a saúde financeira da empresa, você poderá causar problemas administrativos de “inferioridade” do trabalho, já que para alavancar o crescimento de um negócio, ninguém faz nada sozinho.

Por isso, recomendamos que você faça os cálculos e declare, no máximo, dois salários mínimos como pró-labore, para que o valor não seja alvo do imposto de renda retido na fonte.

Como mencionar essas questões no contrato social?

Esse, inclusive, é outro ponto que costuma causar bastante dúvida nas pessoas. Quando realizamos a formação de um contrato social voltado à pejotização, não colocamos peso de obrigação.

Desta maneira, é possível deixar nas cláusulas de administração que os sócios poderão retirar de maneira opcional o pró-labore. Afinal, quem precisa decidir isso com calma e sabedoria, é o próprio empreendedor.

Portanto, o papel da contabilidade de pejotização é apenas direcioná-lo para o caminho ideal.

Agora, a Uphold Contabilidade quer saber de você: Como estão os seus planos de pró-labore na pejotização? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários abaixo.

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